

Estes cadernos são especiais.
A capa é forrada com marmoreados de farinha feitos por mim há uns tempos atrás. A encadernação é manual, feita pelo Sr. Botelho, encadernador de profissão que já se reformou.
Fazem parte da 1ª série limitada de 100 exemplares numerados e não voltarão a ser repetidos.
Sobre os marmoreados de farinha
O papel marmoreado é obtido através do mergulho de folhas lisas numa solução de água com farinha, salpicada com tintas de óleo de variadas cores e modeladas com um pente. Trata-se de um dos mais antigos processos de impressão e cada folha produzida é única e irrepetível.
O processo de marmorear papel, criado na China no séc. VII, chega
Por serem muito requisitados, os marmoreados tornam-se um dos mais importantes materiais utilizados para encadernação. O segredo da sua execução encontrava-se bem guardado entre os marmoreadores e durante vários séculos os encadernadores ansiaram por desvendar a fórmula mágica: como transformar simples folhas lisas em papéis coloridos com padrões deslumbrantes.
Em 1894, o marmoreador húngaro Joseph Halfer desvenda o mistério ao publicar nos Estados Unidos o livro “The Progress of Marbling Art”, onde revela toda técnica dos marmoreados. A notícia espalha-se rapidamente e no início do séc. XX o processo começa a ser industrializado. A produção manual e artesanal deste tipo de papel cai em desuso tornando-se obsoleta.
Hoje em dia, os marmoreados artesanais continuam a ser raros. No mundo inteiro apenas alguns artífices dominam esta arte singular, sendo mais frequente encontrá-la em Itália e no Japão.
