Tuesday, December 30, 2008

A melhor prenda de Natal...

... de sempre!
"The best Christmas gift...
... ever!"

Monday, December 22, 2008

Não há como fugir!


"There's no escape!"

Thursday, December 18, 2008

No Porto...

... vemos coisas assim.

"In Oporto...
... scenes like this are seen."

Sunday, December 14, 2008

Este sábado...


... marmoreei.

"This saturday..."

... I've marbled.

Saturday, December 13, 2008

Experiências de marmoreados



No Domingo passado voltei a "marmorear". Desta vez com espaço (no atelier) e sem muitas preocupações em sujar chão ou paredes.
Marmorear papel requer certas condições de trabalho. Com boa vontade consegue fazer-se em casa, mas o resultado final é caótico. O chão salpicado de tintas de óleo, a banheira deixa de ser branca, os azulejos da casa de banho também podem mudar de cor. Estender as folhas para secar é igualmente uma aventura e requer muita imaginação para arranjar espaço onde o fazer.

O resultado das experiências não foi brilhante. Tive problemas com a "receita" pois não esteve ao lume tempo suficiente. Para além disso a essência de terebentina estava no fim e acabei por utilizar diluente sintético, que não resulta tão bem - as tintas quando entram em contacto com a "receita" formam uma mancha difícil de controlar.
Acabei por utilizar apenas a tinta preta que era a única que tinha sido diluída com terebentina. O efeito poderá ser mais monótono em contraste com as cores habitualmente usadas neste tipo de trabalho. Mas como o objectivo neste momento é perceber como controlar a tinta e conseguir determinados efeitos, serviu perfeitamente.
Alguns pormenores agradaram-me, mas não é suficiente. O objectivo principal é conseguir que toda a folha tenha um aspecto geral harmonioso e equilibrado.
Durante o fim-de-semana continuo o trabalho e avanço com a cor.

Friday, December 5, 2008

Gosto de...

... trabalhos da minha colega de atelier, Ana Oliveira.
Este faz parte da série Princesa e a ervilha. Lindo!

Thursday, December 4, 2008

Marmoreados de farinha



Estes cadernos são especiais.


A capa é forrada com marmoreados de farinha feitos por mim há uns tempos atrás. A encadernação é manual, feita pelo Sr. Botelho, encadernador de profissão que já se reformou.

Fazem parte da 1ª série limitada de 100 exemplares numerados e não voltarão a ser repetidos.

Ainda estão disponíveis para venda. Para comprar basta enviar um mail para:

Sobre os marmoreados de farinha
O papel marmoreado é obtido através do mergulho de folhas lisas numa solução de água com farinha, salpicada com tintas de óleo de variadas cores e modeladas com um pente. Trata-se de um dos mais antigos processos de impressão e cada folha produzida é única e irrepetível.

Um pouco de história

O processo de marmorear papel, criado na China no séc. VII, chega à Europa no séc. XVII - Inglaterra, Holanda, França, Alemanha e Itália tornam-se os seus maiores produtores. Um século mais tarde, a técnica é introduzida em Portugal.

Por serem muito requisitados, os marmoreados tornam-se um dos mais importantes materiais utilizados para encadernação. O segredo da sua execução encontrava-se bem guardado entre os marmoreadores e durante vários séculos os encadernadores ansiaram por desvendar a fórmula mágica: como transformar simples folhas lisas em papéis coloridos com padrões deslumbrantes.

Em 1894, o marmoreador húngaro Joseph Halfer desvenda o mistério ao publicar nos Estados Unidos o livro “The Progress of Marbling Art”, onde revela toda técnica dos marmoreados. A notícia espalha-se rapidamente e no início do séc. XX o processo começa a ser industrializado. A produção manual e artesanal deste tipo de papel cai em desuso tornando-se obsoleta.

Hoje em dia, os marmoreados artesanais continuam a ser raros. No mundo inteiro apenas alguns artífices dominam esta arte singular, sendo mais frequente encontrá-la em Itália e no Japão.